Não sei por que eu fiz isso. Ainda não entendi, de verdade. A decisão, a escolha...tudo por impulso, só pra ver no que dá. Eu sei que é difícil e que eu não me preparei pra isso, mas eu não tenho nada a perder (tirando 116 reais).Talvez seja só por necessidade de lidar com a minha ansiedade e provar de uma vez por todas que eu não vou morrer por isso.
Por que? Porque sim. Porque eu estava afim, ué. Então eu paguei os onze reais, li tudo (ou quase), preenchi todos aqueles quadradinhos. Tive uns problemas no meio do caminho, algumas despesas além do que estava planejado, tudo confiado ao Sedex 10 pro Edifício Panamá, em São Bernardo do Campo.
Procurações assinadas, minha identidade velha-nojenta-com-o-nome-que-eu-assinei-errado autenticada, o CEP que eu quase escrevi o celular do meu cunhado no lugar, minha foto 3x4 com um pedaço da franja levantado...tudo certinho.
Agora graças às minhas irmãs, à minha mãe e ao meu cunhado - que em pleno domingo saiu do aconchego de seu lar para fazer a famigerada inscrição, eu sou oficialmente uma vestibulanda da USP. Sem maiores pretensões de passar. Aliás, ir pra segunda fase já vai me deixar bem feliz.
Cereja do bolo: a concorrência do curso de jornalismo da USP no ano passado foi de 41 candidatos por vaga. Pensei em tentar audiovisual, mas dava na mesma. Então deu a louca: vou prestar medicina. MENTIRA. Brincadeira. Carreira 205, relações internacionais e seja o que Deus quiser.
Publicado em 15 de setembro de 2008 às 18:06 por marina dias