12:45. Fui almoçar no China In Box, o que é um absurdo quando se tem aula as duas da tarde. Eu e minhas amigas entramos no restaurante e uma mocinha simpática que estava atrás do balcão perguntou:
"-Vocês vão almoçar aqui?"
Três possíveis respostas pra essa pergunta:
a) Sim, vamos.
b) Não, meu anjo, vim dançar forró.
c) Cala a boca, isso é um assalto!
Pensei na resposta B, mas como uma moça muito educada e simpática que eu sou com os desconhecidos, chutei na A. E deu certo. Ninguém me chamou de antipática nem saiu correndo.
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E então eu peguei um biscoito da sorte e abri. Tinha dois papéis dentro. Dois! Será que eu sou muito sortuda? Ou será, meu Deus, será que até isso eu vou ter que escolher?
É que escolher é uma coisa difícil pra mim. Escolher o que eu vou comer, a roupa que eu vou colocar de manhã, se eu quero ser rica ou feliz, escolher o sabor do sorvete ou em quem eu vou votar nas eleições de outubro. Na verdade, essa última escolha eu já fiz. Não vou votar em ninguém porque eu perdi o prazo pra tirar o Título de eleitor.
Ok, voltando. Eu poderia escolher um dos dois papéis, sim eu poderia. Se aquelas frases fizessem algum sentido na minha vida, eu adotaria como filosofia.
"O remédio cura, a natureza faz bem."
Alguém por favor diga isso pro homeopata que minha mãe me levou uma vez. Ele dizia que eu não podia comer nada - nem maçã - e ainda me dava umas bolinhas de açúcar pra tomar.
"A frugalidade é mãe da prosperidade."
Isso se aplica melhor pros bêbados que ficam ali no boteco da esquina.
O da minha amiga era pior:
"Se o pé coça centro da bota, coçar fora dela não vai adiantar muito."
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O professor de filosofia disse:
"Me digam, queridos alunos, o que vocês sabem sobre juízo?"
Eu não disse nada, mas até a quarta aula de quarta feira da semana passada, juízo era um negócio que eu quase não tenho. Ou até tenho, mas bem menos do que sorte.
Publicado em 04 de agosto de 2008 às 16:29 por marina dias