Toda quarta a tarde, segunda aula, das 14:50 as 15:40. Me agradam muito as aulas de quarta a tarde. Simplesmente porque eu não consigo ver esforço nenhum em assistir aulas de história e de redação. Só não gosto muito de matemática, que vem depois dessas duas, mas passa rápido se eu prestar atenção e tentar fazer uns exercícios.
Todos os textos que eu entrego para a professora são escritos num impulso, tudo de uma vez só depois de uns dias pensando no tema. Surge a idéia, uns paralelos com alguma coisa que vai deixar a redação "mais criativa" e em vinte minutos tá tudo ali no papel. Assim eu consigo tirar nota integral na maioria das vezes. O problema: sempre que eu faço provas ou simulados de redação, não me vem nada na cabeça e eu me desespero se ficar pensando muito, porque chega uma hora que o tempo acaba. Então eu tenho que começar a escrever qualquer coisa no rascunho e isso tudo fica sempre uma merda. Outro dia eu fiz uma prova de redação que valia 40. Nessas circunstâncias todas que eu já disse, tirei 31.
Aí no Read More tem uma redação que eu fiz em maio desse ano. É uma carta. Eu não gosto de cartas, mas não achei difícil escrever essa. Me acostumei mesmo a escrever cartas em inglês, treinando pro FCE. Na parte de redação do FCE o candidato tem que escrever dois textos de até 180 palavras. Um sempre é uma carta formal ou informal.
O texto abaixo não foi pensado desde início como uma carta. Eu só coloquei o "Caros leitores" no começo e o "Atenciosamente" no fim, mas a corretora achou que eu "abordei o tema por um viés diferente" e que minha carta "está criativa". Eu discordo, mas se a corretora falou, tá falado.
As corretoras são muito legais comigo. Minha nota mais baixa em redação esse ano foi um 7, só porque eu disse que a "Amy Winehouse já escreveu letras de música sobre clínicas de reabilitação as quais ela não se lembra mais a letra." Ficou incoerente mesmo.
Caros leitores,
É comum ouvir dos mais velhos a frase: "Não se fazem mais jovens como antigamente." Mas pense: desde quando isso é dito? Com certeza, era o que diziam nossos bisavós sobre nossos pais e é o que provavelmente diremos sobre nossos netos.
Isso acontece porque cada geração cria seus filhos de maneira diferente, o que acarreta a mudança da juventude através dos tempos. Os jovens também são influenciados pela mídia, pelos modismos e pelo que está acontecendo no mundo em determinada época.
A juventude é o que identifica as últimas décadas do século passado: o frenesi causado por Elvis Presley nos anos 50, a rebeldia comandada pelas bandas inglesas nos anos 60, o movimento hippie contra a guerra nos anos 70, os punks dos anos 80.
Todas as gerações - cada uma a seu tempo e a seu modo - desejavam mudar o mundo, fosse se rebelando contra o conservadorismo, contra as guerras ou contra o capitalismo e a desigualdade social. Atualmente, os jovens continuam rebeldes, mas quase sem motivo.
Uns reclamam sem propósito e não fazem nada para mudar a atual situação, pois no fundo, está bom do jeito que está. Outros não reclamam, mas se fecham em seus mundos e só. Realmente, já não se fazem mais jovens como antigamente.
Talvez a juventude atual não tenha motivos para se revoltar justamente, porque as juventudes antigas já se revoltaram e "arrumaram" tudo que incomodaria qualquer jovem. Ou seja, a revolta é característica inerente ao jovem, seja ele de qualquer tempo.
Atenciosamente,
M.C.D.
Jul 18: Aula de redação.
Category: Geral | Posted by: marina dias
>Comments
1 commentJul 18, 16:34:21 Izabella [desloguilson] wrote:
Ok Má. Estamos perdoados.
E eu fico rindo desses seus textos porque eu fico vendo você falando tudo isso com o sotaque londrinense e aquelas suas pequenas pausas características.
Mas enfim, eu vou parar de comentar aqui...daqui a pouco você começa a dizer que eu sou cunhada puxa-saco.
=P
Beijo.