Apesar de estar quase surtando e de não fazer idéia de que raios são números imaginários, esse ano vai ser um dos mais legais de todos. Bagunça no colégio, festinhas divertidas, amigos legais, a vida de cada um seguindo seu rumo e...a gente tem tudo documentado em algum lugar pra lembrar e morrer de rir todos os dias.
Por todas as risadas e porque a Gabi vai embora, salve o corsinha! O corsinha que aguentou dez pessoas, que morreu bem na frente da mulher com um bastão na mão, que largou gente no meio da praça. O corsinha das fugas, do "volto, não volto", de vocês me largando sozinha no McDonald's. O corsinha do "Tudo bom?", do mendigo da pizza, do fim de semana mais longo de todos os tempos, do "Tô passando aí". O corsinha dos almoços mulherzinha de quando a cidade tá deserta, que nunca quebrou nem furou o pneu, enquanto o Mercedão fez todo mundo passar uma hora pedindo ajuda de salto e cabelo arrumado na rua porque o pneu furou e é cheia de frescura aquela coisa.
Eu só consigo morrer de rir quando lembro de você. De todas as estripulias na Virada Cultural, dos elefantinhos no gramado do colégio, do moletonzinho, de tudo que já aconteceu por aí que já fez a gente chorar e agora completa o álbum de figurinhas. E daquela banda também, mas deixa quieto.
Acho que eu só comecei a aproveitar as coisas de verdade depois que você me disse que é ridículo a gente ficar planejando demais as coisas sem ter certeza nenhuma se vai acordar amanhã ou não.