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Jun 20: E a cidade se ilumina.

Gosto muito dessa época do ano. A cidade tá toda cor-de-rosa e movimentada. E fria com céu azul. E tem o Filo também, que é uma ótima oportunidade pra sair por aí, ver gente, entrar em algum lugar e esquecer do mundo lá fora. Não vi muita coisa esse ano, mas o que eu vi me deixou deslumbrada. E ainda nem acabou. Amanhã ainda vou fazer companhia à minha querida mamãe no Cabaret.
Demorei para comprar meus ingressos. Só fui atrás de saber quem vinha na véspera da abertura. Acabei indo assistir L'Oratorio d'Aurelia na estréia do festival. Não sabia o que esperar, na verdade. "Vai que ela tá só na sombra do nome do avô" (a tal da Aurelia é neta do Chaplin). Aí eu mordi a língua. Passei o espetáculo todo boquiaberta, literalmente. Parecia um dos meus sonhos malucos. Além de ser neta de Charles Chaplin, Aurélia é atriz, contorcionista, faz acrobacias, ilusionismo, dança...enfim. Era pipa soltando a mulher, cadeira de cabeça pra baixo, trem elétrico que passa dentro da barriga, sinfonia de relógios, luta com um casaco, perna que desaparece e é refeita com agulhas de tricô, cenário que se mexe, só pra citar algumas coisas. Sensacional.
Também levei meus priminhos para assistirem ao palhaço argentino Nanny Cogorno no Zerão. As crianças adoraram. Eu gostei do pouco que eu consegui ver. Tava lotado e o anfiteatro do Zerão está desapropriado. Sabe aquela pracinha de fazer ginástica? Foi lá. Lugar lotado e eu sou baixinha. Tentei subir em árvore, em barras de musculação, mas nada deu certo. As crianças conseguiram se infiltrar no meio da multidão e meus amigos assistiram tudo de cima da perna de pau.
No fim das contas, consegui um ingresso para assistir "Mãe Coragem e Seus Filhos", do Armazém. Só fui porque era o Armazém. Gostei muito de "Toda nudez será castigada" que eles apresentaram em um dos últimos festivais. Apesar de comprido, foi um espetáculo muito, muito bom. Só pra confirmar que sai muito talento daqui de Londrina, definitivamente. Só em "Mãe Coragem" tinha Patrícia Selonk e Simone Mazzer dirigidas pelo Paulo de Moraes.
Queria muito ver Chapa Quente, do Cemitério de Automóveis. Gosto de peças com projeção (ainda mais HQ) e do Mario Bortolotto. Eu gostei da peça. Mas queria ter gostado mais. Trilha sonora sensacional, cenário ótimo, HQs bons...só faltou alguma coisa que amarrasse uma cena na outra. Acho que Chapa Quente é uma peça pra ser apresentada num barracão, com todo mundo de pé, tomando cerveja e dançando a trilha sonora.
Por último, assisti "Fábulas", da companhia Clowns de Shakespeare, de Natal. Lindo. E engraçadíssimo também. Acho que peça infantil tem que ser assim, não aquelas coisas que subestimam a inteligência das crianças. Me emocionou ver o Rogério Ferraz e a Narinha, queridões de uma época bem legal da minha vida.

Queria ter visto mais coisas. Muito mais. Mas tudo bem, semana passada foi semana de provas de recuperação e...eu não quero comentar nada sobre isso, mesmo tendo tirado 9 e 8 em química.

Category: Geral | Posted by: marina dias

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2 comments

Jun 21, 11:49:22 Igor [desloguilson] wrote:

Também gosto da cidade nessa época do ano; seca, fria, rosa, agradável.
Pelo menos por fora. Enfim.
Não sou tão culto a ponto de me aventurar no mundo lá fora para assistir peças. Mas aplaudo quem o faz.
;D

Jun 24, 18:42:05 Lopes [desloguilson] wrote:

correndo o risco de ter o cometário apagado, digo que descobri ser fã do seu blog - esse post sobre a cidade nessa época do ano só me comprovou mais isso - é legal perceber a comédia das pequenas coisas, a beleza do cotidiano e principalmente seu humor ácido...

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