Então vamos mudar de assunto. Vai lá, então: futebol. Não entendo nada, mas acho legal. Sempre durmo assistindo jogos. Não sei o nome das posições, não entendo os campeonatos e fui uma vez no estádio. Mas isso foi há uns quatro anos, na Arena da Baixada. Atlético Paranaense x Vitória. Prestei tanta atenção no jogo que não lembro quem ganhou. Só sei que atrás de mim tinha um curitiboca velho que ficava gritando: "Sua vaaaaaaaaaaaaaacaaaaaaaaaa!!!!! Seu buuuuuuuurrrrooooo!!". Achei bem engraçado. Também contei quantas pessoas tinha na torcida do Vitória: nove.
Enquanto meu irmão sabia quem era cada jogador olhando lá de cima, eu achava que todos eram o mesmo. (Ok, eu não preciso estar longe para fazer isso.) Eu ficava esperando o replay do gol e me divertia quando a bola acertava os jornalistas.
Meu pai era santista, meu avô corinthiano (não, não é um trecho de "Paratodos", do Chico). Até que um certo dia, meu pai disse que as pessoas tem que evoluir na vida e passou a torcer pro Corinthians. Minha mãe, minha tia e meu tio são palmeirenses por causa do meu avô Anníbal. Meus irmãos e a maioria dos meus primos de primeiro grau são corinthianos e quando eu nasci, disseram que eu era também. Não sei quem fez isso, mas tá tudo certo. Até porque eu não sei de técnico, jogador, título nem nada.
Gosto da Copa do Mundo. Ela proporciona ótimas oportunidades para reunir amigos, assistir jogos e fazer festa. Na última copa, teve um jogo do Brasil contra não-lembro-quem que meus amigos vieram assistir aqui em casa. Eu fiz panquecas. Não lembro se o Brasil ganhou, mas as panquecas de brigadeiro estavam deliciosas.
Meu cunhado é gaúcho e gremista. Ele conversa com a tv quando tem jogo, monta um altar com a bandeira do Grêmio na sala e sempre me conta que o time contratou tal atacante que jogava no não-sei-onde. Nunca entendo nada, mas é um espetáculo a parte ver o Gaúcho assistindo jogo do Grêmio na sala. Mais legal ainda é que ele não deixa meu pai chegar perto da porta, porque o Betão dá azar.
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"-Você vai ver o show hoje?
-Que show, Roberta?
-Do São Paulo, claro!!"
A Roberta senta do meu lado, é torcedora do São Paulo e lê a maioria dos textos do Igual a tudo na vida quando eles ainda são rascunhos escritos à lápis numa folha de fichário.
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Uma das coisas mais engraçadas do ano foi ver meus professores jogando futebol em um campeonato do Ensino médio x Professores que teve no colégio semana passada.
Publicado em 11 de junho de 2008 às 17:20 por marina dias