Ultimo dia da minha vida com 16 anos. E eu quero ser uma pessoa melhor quando eu tiver 17. Falo isso todo ano, mas nos últimos meses eu tenho cumprido as promessas que faço a mim mesma.
Vou começar pelas papeladas no armário. Organizar livros, jogar fora uns rascunhos de textos que eu não gosto e guardar algumas coisas por algum tempo, enquanto for legal lembrar delas. Depois eu vou dar uma volta por aí, pra tentar adquirir paciência, auto controle e alguma concentração. Agora só falta a coisa mais difícil: ficar quieta. As vezes é melhor. E tem também a parte da calma, da responsabilidade e um pouco de força de vontade. É, porque aí dá pra pensar antes de se arrepender.
Eu já aprendi que as pessoas vão embora e que é assim que as coisas são. Depois disso eu fico tentando me convencer que sempre vai ter alguém perto, sabe? A maioria das pessoas mais legais do mundo moram longe (ou vão morar um dia) e, ainda assim, dão um jeito de estarem sempre perto. Não chora e me desculpe por não ter dito nada. Não consegui. Agora eu voltei a parecer com aquela pessoa que você conheceu. Legítima defesa, só porque eu sei que amanhã cedo você não vai estar pulando pelo corredor pra me abraçar. Te juro que esse ano vai passar voando.
Tem umas coisas que com certeza, eu nunca vou aprender e se aprendesse, minha mãe não ia ter muita coisa pra me falar. São essas coisas que ninguém nunca aprende: tirar a maquiagem antes de dormir, levar uma blusa, um guarda chuva, não comprar sapatos lindos mas que a gente sabe que vão machucar, pensar no futuro e...ter juízo.
Publicado em 24 de março de 2008 às 18:39 por marina dias
E desculpa se eu te fiz chorar, mas é que eu queria que você soubesse como é grande tudo o que tá aqui dentro.