Seis e quinze. Mais uns minutos preguiçosos na cama. Não precisei de muita roupa de frio. Café com leite. Hidratante. Carteirinha. Aula de história é legal. Sol. Risada, muita risada. Guerra foda de bolinha de papel. Professor irritado é engraçado. Briga de gordinhos. Cachorro cego. Revista velha. Sono. Cobertor gostoso. Trilha sonora do Moulin Rouge. Biologia. Química eu não sei. Minha redação ficou uma merda. Olhos de papel. Risada escandalosa. Fora! Sinal. "Opa, vamo embora!" Pode ir então, é uma ordem! Amigo legal estressado e com pressa. Máquina de costura pesada. Corrida pra pegar ônibus com mochila nas costas + sacola de 20 quilos. Várias coisas na cabeça. Um sorriso bem besta no canto da boca. Em casa, finalmente. Sem chave. Ainda bem que minha vó mora aqui do lado. Em casa, finalmente. Até que minha mãe chegou...
(continua daqui a pouco)
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Eu nunca falei sobre minhas aulas de inglês aqui. Eu estudei inglês por quatro anos numa escola aí. Me formei. Ia começar o curso para dar aulas. Não estava afim. Realmente não estava. Aquelas aulas me davam sono, as pessoas da minha turma eram chatas. Aí eu saí. Minha amiga fazia inglês com uma professora que dava aulas na casa dela mesmo. Na turma da minha amiga estavam só ela e um amigo nosso. Um dia, por acaso eu fui à uma aula de inglês. A professora era uma pessoa bem legal, conversava o tempo todo, contava histórias divertidas e dava umas músicas legais pros alunos ouvirem. Decidi me juntar à turma. Eu morro de rir em todas as aulas, meu inglês tem melhorado consideravelmente e ano que vem eu faço a prova do First Certificate.
(continuação)
Aí minha mãe chegou em casa. Demorou pra abrir a porta de vidro, porque a chave sempre enguiça. Quando ela me viu, a primeira coisa que me disse foi:
(tom super empolgado de mãe babona)
"Marina, você se viu no jornal?"
Não. No frio eu demoro mais pra me arrumar e não consigo ler o jornal de manhã. Tenho que recuperar meu hábito. Esses dias eu quase perdi uma reportagem super legal sobre uma biografia do Kerouac.
Enfim, eu fiquei assustada. Eu não tenho motivos pra sair no jornal, definitivamente. Não sou bandida, superdotada ou faço coisas importantes pra sociedade ou pra qualquer pessoa que seja. E também não sou jornalista. Mas isso é discussão pra outro post.
Quando eu peguei o jornal, vi a Teacher Stephanie toda linda no canto da capa. Mas ok, porque eu tinha saído no jornal? - foi o que eu pensei enquanto abria nas últimas páginas. Entendi tudo. As fotos eram da festa divertidíssima que a teacher deu para os alunos há umas semanas - eu até comentei dessa festa, mas era desses posts direcionados a uma pessoa certa.
FIM.
E eu tive um desses dias bem legais, bem cheios de mulherzinhice mesmo.
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Oi, meu nome é Marina e eu gosto de Fanta Uva.
Publicado em 02 de agosto de 2007 às 19:06 por marina dias