Sou temporona em uma família gigante. Quando nasci minha mãe dava incansáveis aulas na UEL e viajava. Então, além de ser (muito bem) cuidada e assistida pela minha mãe, eu era (e ainda sou) por outras várias mulheres maravilhosas que merecem ser lembradas hoje.
Vocês duas, as principais depois da mãe de verdade, que sempre tiveram paciência (cada uma a seu modo) e que me ajudam até hoje, para quem eu sei que posso ligar a qualquer hora. A mulher que apesar da idade, sentava no chão para brincar, me contava contos de fadas e sempre dava um jeito de colocar Nossa Senhora no meio. A tia mais espalhafatosa de todas, de quem eu sempre gostei de observar os anéis enormes enquanto dirigia, que me mordia doído e não acreditou que com seis anos eu conseguia ler um jornal quase que perfeitamente. A tia que sempre esteve ali, sempre, para ajudar, incentivar, passar todo conhecimento do mundo e divertir. A tia que infelizmente não está mais aqui, mas que sua voz macia ainda continua aqui guardada, me dizendo para crescer em "estatura, sabedoria e graça". A tia - a pessoa mais interessante que já me apareceu na vida - que pegava sabonete novo para me dar banho, fazia pavê, inventava brincadeiras e sempre se atrapalha por aí. A avó do bolinho de chuva, da casa que cheirava hortelã, que sempre encontrava um jeito mirabolante de me entreter enquanto costurava. A avó que precisava de ajuda para andar e apertava o braço e falava em italiano, perguntava se eu tinha namorado e gostava de cantar. As primas, todas, todas elas, com seus conselhos e palhaçadas, estejam onde estiverem: aqui perto, São Paulo, Itália...As tias avós que fazem bolos, sonhos, jogos da memória, coelhinhos de feltro e todas essas coisinhas pequenas que nos fazem ganhar o fim de semana.
Enfim, essas mulheres que as vezes com pouco fazem a vida valer a pena.E você me pediu para te escrever algo. Aqui estou, não só em meu nome, mas de meus irmãos também. Já faz trinta anos que você é mãe. Não sei como é isso e, sinceramente tenho medo - como já te disse. Mas não vem ao caso agora.
Escrevi aquele texto sobre várias outras "mães" antes, só porque falar de você seria bem difícil. Ou seja, você, só você consegue reunir todas as características e mais algumas, consegue ajudar, brigar quando nós fazemos coisa errada, e tudo isso só porque quer nos ver felizes. E repito: nós já somos só pela existência que nos foi dada por você.
Nós te agradecemos, mãe, por você sempre nos dar mais, muito mais do que o necessário. Por nos dar boa formação, por ter paciência e por mais uma infinidade de coisas que nem eu sei todas.
Nós queremos mesmo é te ver feliz. Obrigada por tudo sempre.
Publicado em 13 de maio de 2007 às 09:51 por marina dias
Beijocas!!!!