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07/18: Aula de redação.

Toda quarta a tarde, segunda aula, das 14:50 as 15:40. Me agradam muito as aulas de quarta a tarde. Simplesmente porque eu não consigo ver esforço nenhum em assistir aulas de história e de redação. Só não gosto muito de matemática, que vem depois dessas duas, mas passa rápido se eu prestar atenção e tentar fazer uns exercícios.
Todos os textos que eu entrego para a professora são escritos num impulso, tudo de uma vez só depois de uns dias pensando no tema. Surge a idéia, uns paralelos com alguma coisa que vai deixar a redação "mais criativa" e em vinte minutos tá tudo ali no papel. Assim eu consigo tirar nota integral na maioria das vezes. O problema: sempre que eu faço provas ou simulados de redação, não me vem nada na cabeça e eu me desespero se ficar pensando muito, porque chega uma hora que o tempo acaba. Então eu tenho que começar a escrever qualquer coisa no rascunho e isso tudo fica sempre uma merda. Outro dia eu fiz uma prova de redação que valia 40. Nessas circunstâncias todas que eu já disse, tirei 31.

Aí no Read More tem uma redação que eu fiz em maio desse ano. É uma carta. Eu não gosto de cartas, mas não achei difícil escrever essa. Me acostumei mesmo a escrever cartas em inglês, treinando pro FCE. Na parte de redação do FCE o candidato tem que escrever dois textos de até 180 palavras. Um sempre é uma carta formal ou informal.
O texto abaixo não foi pensado desde início como uma carta. Eu só coloquei o "Caros leitores" no começo e o "Atenciosamente" no fim, mas a corretora achou que eu "abordei o tema por um viés diferente" e que minha carta "está criativa". Eu discordo, mas se a corretora falou, tá falado.
As corretoras são muito legais comigo. Minha nota mais baixa em redação esse ano foi um 7, só porque eu disse que a "Amy Winehouse já escreveu letras de música sobre clínicas de reabilitação as quais ela não se lembra mais a letra." Ficou incoerente mesmo.


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Category: Geral | Posted by: marina dias | 1 Comment

07/17: Sobre férias, filmes e televisão.

As férias vão muito bem, obrigada. Durmo doze horas por dia, me deito e levanto a hora que eu quiser e ainda durmo depois do almoço. Tenho lido bastante quando acordada. Meus amigos saem pra beber todos os dias. Eu saio bastante também, mas todo dia é complicado. Nem é por causa da lei seca não. Simplesmente porque eu não tenho fundos estômago paciência cabeça. Gosto mesmo é do ócio. E sempre passa algum filme legal na TV. E passa CSI também. Ontem eu fui dormir meia noite e tava passando CSI NY. Hoje eu acordei as oito da manhã e tava passando CSI Miami.
Acho bem engraçada a pinta de galã do chefão do CSI. E eu gosto mais do Mac Taylor, do CSI NY. Ele é bem mais bonito e parece que se importa mais com as pessoas, enquanto o cara do CSI Miami é feio e hoje apareceu num barco no meio do mar, de óculos escuros e fazendo pose de galã na proa, se achando o Jack do Titanic.
Nunca assisti Titanic até o fim. Ou saí correndo de tédio ou dormi. Só gosto do Leonardo DiCaprio naquele filme que ele fez com o Johnny Depp quando os dois eram bem novos. Não lembro o nome agora, mas eles tem uma mãe gorda que morre e eles não tem como fazer o velório nem tirar ela do segundo andar da casa. Aí o filme termina com a casa pegando fogo e a mãe morta dentro. O DiCaprio faz muito bem o papel de um retardado. Nunca vi graça nele.
Outro dia eu fui nas Americanas. Aí tinha aquela gôndola dos DVDs a 12,99 e tinha vários filmes legais. O primeiro que eu vi foi o Kill Bill vol.1, que é bem legal, mas eu prefiro o segundo. Aí a gente foi achando várias coisas legais. Minha mãe achou um antigo que ela gosta, minha irmã (por sugestão minha) comprou Clube da Luta pro namorado que faz aniversário mês que vem e eu achei O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, que eu gosto bastante.
Cheguei em casa, fui assistir um filme com a minha irmã, mas ela não aguentou e dormiu. Aliás, ela sempre faz isso. Nós assistimos sempre àquele programa da MTV, o 15 minutos - que é uma das coisas mais legais de lá atualmente - e claro, o programa chama 15 minutos porque ele tem 15 minutos de duração. Minha irmã assiste dois e dorme nos outros treze.
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Meu nome é Marina e minha franja tá MUITO curta.

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07/09: Três e meio.

Eu estou de férias, mas mamãe me acorda todos os dias as nove da manhã. Isso tudo porque faltam só três meses e meio pra começar. Desde o ano passado eu estou me dedicando a isto - mentira, ano passado eu nem ligava pra nada - e agora a hora tá chegando. Eu descobri que tem que estudar faz pouco tempo, aí eu comecei.
Já tenho tabelas de biologia espalhadas pelo quarto, porque eu nunca lembro das características das bactérias, fungos e esses outros microscópicos. Tem também as doenças, os filos e até minha mãe, botânica formada pela primeira turma de Biologia da UEL acha zoologia um saco. Apesar disso, ela tem me ajudado a lembrar que os autótrofos sempre fazem fotossíntese e outras coisas assim. Meu pai também tá me ajudando a estudar: ontem ele disse que isso tudo é uma grande palhaçada e que não vai servir pra merda nenhuma.
Tem filosofia também. Prefiro os modernos, sempre confundo os gregos e minha parte preferida é a Escola de Frankfurt, que me rendeu umas duas questões - não tenho certeza - na primeira fase da UEL ano passado.
Aí agora de manhã eu estava estudando história do Brasil - gosto mais de história geral - e lendo uma revista de atualidades muito boa que eu encontrei ontem. A Maria entrou no meu quarto pra pegar não sei o que e comentou que era complicada essa vida de estudante.
Quando eu nasci, era uma outra que trabalhava aqui em casa. Aí minha mãe mandou ela embora, a Maria era só diarista, mas mamãe precisava de alguém pra vir todo dia. Aí a Maria ficou provisoriamente, até que minha mãe achasse alguém. Faz 17 anos. Santa Maria!
Enfim, a Maria parou, pensou um pouco e disse: "É, Marina, tudo é difícil. Estudar é difícil, ser vagabundo é difícil, trabalhar é difícil...". Realmente, viver é dificultoso.

E agora é hora de voltar pros livros. Tô lendo Morangos Mofados, do Caio Fernando Abreu. A UEL tá se superando na lista de livros. Vestido de Noiva, do Nelson Rodrigues foi como ler a Turma da Mônica e Morangos Mofados é como se eu tivesse escolhido um livro pra ler.

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07/07: Na maior cidade da América do Sul.




Apesar de estar quase surtando e de não fazer idéia de que raios são números imaginários, esse ano vai ser um dos mais legais de todos. Bagunça no colégio, festinhas divertidas, amigos legais, a vida de cada um seguindo seu rumo e...a gente tem tudo documentado em algum lugar pra lembrar e morrer de rir todos os dias.
Por todas as risadas e porque a Gabi vai embora, salve o corsinha! O corsinha que aguentou dez pessoas, que morreu bem na frente da mulher com um bastão na mão, que largou gente no meio da praça. O corsinha das fugas, do "volto, não volto", de vocês me largando sozinha no McDonald's. O corsinha do "Tudo bom?", do mendigo da pizza, do fim de semana mais longo de todos os tempos, do "Tô passando aí". O corsinha dos almoços mulherzinha de quando a cidade tá deserta, que nunca quebrou nem furou o pneu, enquanto o Mercedão fez todo mundo passar uma hora pedindo ajuda de salto e cabelo arrumado na rua porque o pneu furou e é cheia de frescura aquela coisa.
Eu só consigo morrer de rir quando lembro de você. De todas as estripulias na Virada Cultural, dos elefantinhos no gramado do colégio, do moletonzinho, de tudo que já aconteceu por aí que já fez a gente chorar e agora completa o álbum de figurinhas. E daquela banda também, mas deixa quieto.
Acho que eu só comecei a aproveitar as coisas de verdade depois que você me disse que é ridículo a gente ficar planejando demais as coisas sem ter certeza nenhuma se vai acordar amanhã ou não.

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07/05: Borboleta.

Eu lembro que no fim de 2000, quando eu tinha nove anos, minha prima disse que estava grávida. Ela ia se formar no fim do ano. Eu era bem criança, não entendia as coisas. Uma das características mais marcantes do Peter Pan descritas pelo J.M. Barrie, é que ele não ligava muito pra ninguém. Gostava das pessoas, mas não ligava muito. Acho que eu era assim. Eu era muito próxima da minha outra prima, 10 anos mais velha que eu e só.
Aí minha prima engravidou. O namorado era o melhor amigo do meu irmão. Ele entrou na família quando eu nasci, então era família também. Os pais dele eu ainda chamo de tio e tia. Minha prima se casou, eu levei as alianças. Sempre quis, mas ninguém casava. Eu já tinha 10 anos. Nos nove meses de gravidez, eu me aproximei da minha prima. Ela e o marido passaram a morar do lado de casa e no dia 5 de julho de 2001 a criança nasceu. Era aniversário da tia que morava em Londres.
Eu me lembro bem. Era uma quinta feira, última semana antes das férias de julho. Ela nasceu de manhã e eu não via a hora de sair da escola e correr pro hospital. Na quarta série eu não estudava para as provas, mas sempre fui muito bem.
Eu não podia subir no quarto, mas minha mãe disse que eu ia fazer doze anos no mês que vem. No quinto andar do hospital, tinha um quarto cheio. Dez visitantes enquanto só podia dois ou três. Era uma menina cabeluda, bem morena, parecida com o pai.
Ela fez um ano no dia que o Brasil foi penta. E depois disso, só cresceu. Ela teve um irmãozinho, cresceu mais, mudou de casa, foi pra praia, viajou de avião, entrou na escola, começou a pedir papel pra desenhar e hoje ela faz sete anos. Sete anos! Narizinho do Sítio do Picapau também tinha sete. Acho que pra mim ela vai ter sete sempre. Ela já lê, escreve, faz natação, aula de piano, tem provas na escola e outro dia me perguntou do que a água era feita.
E foi neste dia que eu entendi tudo que sempre me disseram: o tempo passa. Eu achei que ia ser sempre igual ela. Água é feita de água, oras. Mas não, agora eu sei que são dois átomos de Hidrogênio e um de Oxigênio. E tentei explicar que átomos eram coisas muito pequenas e que tudo é feito de átomo. E entrei também nas moléculas, - que são átomos grudadinhos - mas tentei ser sutil, porque quando a gente tem sete anos, é muito cedo pra se preocupar com isso. Mas ela entendeu. Ou fingiu que sim e resolveu se preocupar com outra coisa.
Hoje quando eu olho aquele pedacinho de gente, eu vejo uma porta pra criança que eu era há dez anos atrás.
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É aniversário da tia também. Uma dessas pessoas que a gente tem o maior orgulho de ter por perto. E pode morar do outro lado do continente, saudade a gente só sente de quem é essencial.

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06/29: Bolo de caneca.

Neste fim de semana, por ocasião de uma gripe devastadora, eu só saí de casa pra fazer simulado ontem de manhã. Tô melhor, graças ao paracetamol e à sopa de legumes da minha irmã.
Ontem eu estava no msn com a minha prima LONDRINENSÍSSIMA, a Mônica, que mora lá em Porto Velho. Ela me passou por e-mail uma receita de um tal bolo de caneca. Acordei com fome e resolvi fazer. Parece meio absurdo, mas dá certo!

É assim: você pega aquela sua caneca da Minnie, que você só toma nela desde os dez anos de idade. Ela vai te servir de tigela e forma de bolo agora.
Os ingredientes: 1 ovo pequeno, 4 colheres de sopa de leite, 3 colheres de sopa de óleo (óleo de cozinha é diferente de azeite. Uma vez minha prima viu que ia óleo num bolo e colocou azeite.), 2 colheres de sopa rasas de chocolate em pó (não é Nescau, é o do padre), 4 colheres de sopa rasas de açúcar, 4 colheres de sopa rasas de farinha de trigo, 1 colher DE CAFÉ rasa de fermento (colher de café é aquela menorzinha de todas. E eu não me responsabilizo pela sujeira no seu microondas.)

Aí você pega tudo isso e mistura bem misturadinho na caneca com um garfo. Só deixe o fermento por último. Segundo meu primo Pablito, o sucesso do bolo mora aí: você coloca o fermento e mexe BEM DEVAGAR, até misturar tudo. A massa vai ficar mole e é assim mesmo. Então você pega sua caneca com tudo dentro e deixa por três minutos no microondas.

Dica 1: Não fique olhando a caneca no microondas. Vá fazer alguma coisa. O bolo começa a subir, subir, subir, dá uma entortada, mas NÃO CAI, não se desespere. Na verdade, ele só cai se você não souber o que é uma colher de café rasa de fermento ou quatro colheres de sopa rasas de farinha.

Dica 2: Faça uma coberturinha. Vale tudo, de creme de leite com nescau, brigadeiro bem mole (pra fazer brigadeiro bem mole, é só medir meia lata de leite condensado de leite e colocar na panela) a calda de qualquer coisa que tiver na sua geladeira.

O resultado: Quando sair do microondas, vai parecer que o bolo tá batumado. Tuuuudo mentira. Ele fica bem molinho mesmo, mas tá cozido. É o mesmo princípio do bolinho do petit gateau, só que no bolo de caneca não vai creme de leite, o que pode ser experimentado trocando duas colheres de leite por duas de creme de leite. Aí você come quente mesmo, na caneca. Fica bom!
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E essa foi mais uma receita para pessoas que só sabem cozinhar para uma pessoa.

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06/27: You are part of everything.

Eu não sei o que eu vim fazer no mundo. Ainda não achei o sentido da vida, só sei que ela tem sido muito divertida até agora. Minha família é sensacional, meus amigos sempre me deixam feliz e sempre aparece mais alguém que vale a pena colecionar.
A única coisa que eu faço por enquanto é estudar para passar no vestibular. Não acho legal, mas é fundamental pro meu futuro. Tá certo que é besteira planejar demais o futuro quando eu nem tenho certeza se eu vou estar viva amanhã. Aí eu passei a acreditar que se eu fizer tudo direito agora, o futuro vai ser só consequência. E vai ser assim pra sempre - aquela velha história de plantar o que colheu. Ou não. Mas aí já complica demais.
Minha mãe diz que eu sou faniquenta e o resto das pessoas fala que eu me pareço muito com o meu irmão. Tudo bem, ele é um cara legal mesmo. Só que eu me acho diferente dele e isso que é legal nas pessoas: ter alguma coisa diferente. Eu gosto de Fanta Uva, minha irmã toma sorvete meio derretido e Coca sem gás. Meu irmão gosta de números e minha outra irmã gosta muito, mas muito mesmo de crianças.
São essas coisas que fazem uma pessoa ser digna de ser colecionada. Um dia me perguntaram se eu conhecia alguém unânime. Eu tenho uma amiga que todo mundo que conhece gosta dela. Acho que é porque ela acorda de bom humor de manhã. Como todas as melhores pessoas do mundo, essa minha amiga foi embora. Quase todo mundo que é legal mora longe. E quem não mora, vai morar um dia.
No fim das contas, é bom morrer de saudade e contar o dias pra ver alguém. Faz a gente ter certeza que tá vivo e que tem pelo menos um pouco de amor no coração. Acho que isso também ajuda a gente a sobreviver. É só lembrar que daqui umas semanas o coração vai parar de apertar e aí a gente vai indo, indo, fazendo o que tem que fazer, se ocupando pro tempo passar mais rápido, até que a gente mata a saudade, morre de rir, chora um pouco depois e começa tudo de novo.
E de novo.
E de novo.
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Ainda bem que existem essas pessoas que fazem a gente rir no meio das provas da tarde. Ainda bem!

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06/25: Mais uma vez o dia foi salvo!

Olha só, eu tenho provas de matemática sexta feira. E de geografia e inglês também. Matéria pra caramba, umas duas apostilas de cada coisa. Desgraça. Agora eu sento na primeira carteira, to prestando atenção e estudando mais, porque a primeira fase da UEL é dia nove de novembro, a da UFPR é dia 16 de novembro. A segunda fase das duas é no mesmo dia: 7 e 8 de dezembro. Aí eu faço UEL e arrumo algum vestibular pra fazer em São Paulo. Mas isso foi só pra enrolar mesmo.
Ontem, num mau humor dos infernos e com a garganta arregaçada, eu cheguei em casa, dormi um pouco e fui estudar. Isso foi das duas e meia até as sete e meia, com uns pequenos intervalos pra andar pela casa de hora em hora. Como eu dizia, as sete e meia eu parei e comecei a folhear a revista Monet, com a programação da NET. Minha cabeça tava quase explodindo, mas eu tinha que terminar a desgraça da frente 1101 da Mestra, que é sobre funções e números imaginários, que pra falar a verdade, é uma coisa que eu não acredito.
Aí tava lá a revista Monet nas minhas mãos geladas, eu tentando não me perder na minha dor de cabeça e naquelas letras minúsculas e...Telecine Pipoca, 20h, 24/06...Curtindo a Vida Adoidado. E foi o que eu fiz. Juntei meu edredon de malha laranja, fui pra sala e me espatifei no sofá.
Ferris Bueller salvou meu dia: acordei de bom humor.
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Meu nome é Marina e se ainda não deu pra perceber, eu não gosto de você.
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Fiz o FCE esse mês e tava morrendo de medo. Principalmente da parte falada da prova, que é feita em duplas, com uma pessoa desconhecida. Fiz em trio, com duas pessoas que eu conhecia, uma delas era a minha fiel escudeira, que fez todo o livro preparatório pro teste comigo. Cagada. Esses acontecimentos me fazem acreditar em sorte, e principalmente que se essa coisa existe mesmo, a minha é grande.

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06/20: E a cidade se ilumina.

Gosto muito dessa época do ano. A cidade tá toda cor-de-rosa e movimentada. E fria com céu azul. E tem o Filo também, que é uma ótima oportunidade pra sair por aí, ver gente, entrar em algum lugar e esquecer do mundo lá fora. Não vi muita coisa esse ano, mas o que eu vi me deixou deslumbrada. E ainda nem acabou. Amanhã ainda vou fazer companhia à minha querida mamãe no Cabaret.
Demorei para comprar meus ingressos. Só fui atrás de saber quem vinha na véspera da abertura. Acabei indo assistir L'Oratorio d'Aurelia na estréia do festival. Não sabia o que esperar, na verdade. "Vai que ela tá só na sombra do nome do avô" (a tal da Aurelia é neta do Chaplin). Aí eu mordi a língua. Passei o espetáculo todo boquiaberta, literalmente. Parecia um dos meus sonhos malucos. Além de ser neta de Charles Chaplin, Aurélia é atriz, contorcionista, faz acrobacias, ilusionismo, dança...enfim. Era pipa soltando a mulher, cadeira de cabeça pra baixo, trem elétrico que passa dentro da barriga, sinfonia de relógios, luta com um casaco, perna que desaparece e é refeita com agulhas de tricô, cenário que se mexe, só pra citar algumas coisas. Sensacional.
Também levei meus priminhos para assistirem ao palhaço argentino Nanny Cogorno no Zerão. As crianças adoraram. Eu gostei do pouco que eu consegui ver. Tava lotado e o anfiteatro do Zerão está desapropriado. Sabe aquela pracinha de fazer ginástica? Foi lá. Lugar lotado e eu sou baixinha. Tentei subir em árvore, em barras de musculação, mas nada deu certo. As crianças conseguiram se infiltrar no meio da multidão e meus amigos assistiram tudo de cima da perna de pau.
No fim das contas, consegui um ingresso para assistir "Mãe Coragem e Seus Filhos", do Armazém. Só fui porque era o Armazém. Gostei muito de "Toda nudez será castigada" que eles apresentaram em um dos últimos festivais. Apesar de comprido, foi um espetáculo muito, muito bom. Só pra confirmar que sai muito talento daqui de Londrina, definitivamente. Só em "Mãe Coragem" tinha Patrícia Selonk e Simone Mazzer dirigidas pelo Paulo de Moraes.
Queria muito ver Chapa Quente, do Cemitério de Automóveis. Gosto de peças com projeção (ainda mais HQ) e do Mario Bortolotto. Eu gostei da peça. Mas queria ter gostado mais. Trilha sonora sensacional, cenário ótimo, HQs bons...só faltou alguma coisa que amarrasse uma cena na outra. Acho que Chapa Quente é uma peça pra ser apresentada num barracão, com todo mundo de pé, tomando cerveja e dançando a trilha sonora.
Por último, assisti "Fábulas", da companhia Clowns de Shakespeare, de Natal. Lindo. E engraçadíssimo também. Acho que peça infantil tem que ser assim, não aquelas coisas que subestimam a inteligência das crianças. Me emocionou ver o Rogério Ferraz e a Narinha, queridões de uma época bem legal da minha vida.

Queria ter visto mais coisas. Muito mais. Mas tudo bem, semana passada foi semana de provas de recuperação e...eu não quero comentar nada sobre isso, mesmo tendo tirado 9 e 8 em química.

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06/15: Notes.

Nunca faça parada de mão depois das duas da manhã. O sono provavelmente te fará cair retorcidamente em cima do ombro e depois disso será impossível mexer o braço. E o mundo não é nada fácil quando não se pode mexer o braço direito.
Pelo menos eu dormi o dia todo hoje por causa do remédio que o médico receitou e vou ficar pelo menos duas semanas sem fazer educação física.
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Alguém por favor me responda de onde sai tanta gente babaca.
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Ontem, na festa junina do colégio, eu achei que estava na exposição. Eu não entendo. Há uma diferença considerável entre se vestir de caipira e de cowgirl, já diria professora Rita. Nunca vi em sítio nenhum uma caipira colher café de bota de salto agulha por cima da calça e camisa branca com cinto largo. Além do mais, não é bonito isso. Não é!
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E ainda ontem, depois de voltar do hospital, eu fui no Strettos - que está se revelando um lugar onde toca um som legal aqui em Londrina - assistir uns duas bandas, uma fazendo cover de Sonics, outra do Clash. Gostei muito dos caras tocando Sonics. Sensacional. Mas o Clash demorou pra começar, meu braço tava doendo e um gênio resolveu jogar um copo pra cima e voou vidro em mim.
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Depois de arregaçar o braço e terminar a noite com cacos de vidro no vestido, eu não duvido de mais nada. Pronto, teto, pode cair na minha cabeça.

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